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Como vencer a Síndrome do Impostor ao falar outro idioma

Você está em uma reunião importante, cujo assunto é de sua especialidade, algo que você realmente domina. Mas, se a conversa vira para o inglês ou espanhol, o cenário muda.

Parece que a qualquer momento vão descobrir que você não é tudo isso e, mesmo sendo extremamente competente, o medo de ser descoberto/a faz com que você se silencie. E o profissional preparado acaba cedendo espaço a uma versão acuada de si.

 

O ciclo invisível da frustração

O problema vai muito além da sensação de perder uma oportunidade de se destacar. Essa sensação de impotência cria um ciclo de procrastinação em que você adia o estudo ou a prática não por falta de tempo, mas por ser desconfortável demais não se sentir suficiente.

A frustração de saber o que dizer, mas não conseguir transparecer sua autoridade em outro idioma, drena a energia e faz com que o aprendizado pareça desgastante quando é, na verdade, uma ferramenta de libertação.

 

Como virar essa chave?

Vencer a síndrome do impostor não significa atingir a perfeição gramatical, mas sim mudar a perspectiva. Aqui estão algumas dicas práticas para o seu dia a dia:

  1. Aceite seu sotaque: O sotaque é parte da nossa história e da nossa identidade, não tem nada a ver com seu nível de conhecimento. Concentre-se na clareza da mensagem que você quer passar.
  2. Diminua o peso da audiência: Lembre-se que, em uma reunião de negócios, as pessoas envolvidas estão concentradas em ouvir suas ideias e contribuições para a equipe. Ninguém está ali para avaliar seus erros e acertos gramaticais.
  3. Prepare o terreno: Antes de uma reunião, prepare o que você precisa dizer e destaque em suas anotações o que não pode ser esquecido sob hipótese alguma. E organize seu discurso em tópicos, ter um roteiro mental diminui a carga de ansiedade.

  

Um caminho mais leve

Acredito que a fluência real nasce da prática e se potencializa quando criamos um ambiente seguro, que inspira confiança.

Por isso, no dia a dia com os meus alunos, procuro criar situações que fazem parte da rotina deles e as vivenciamos em aula. Meu objetivo é que, quando a reunião real acontecer, você não sinta que está sendo testado ou testada, mas sim que está apenas repetindo um processo que já dominamos juntos.

Que resultados você acredita que pode obter aplicando essas três dicas práticas em suas reuniões?



Sobre a autora:

Sheila é fundadora da Conexão Spanglish e professora de idiomas com foco em contextos profissionais. Com experiência no atendimento a especialistas de diversos setores, através de seu método ajuda profissionais a desenvolverem sua autonomia e confiança ao se comunicarem em Inglês ou Espanhol.

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