Você está em uma reunião importante, cujo assunto é de sua especialidade, algo que você realmente domina. Mas, se a conversa vira para o inglês ou espanhol, o cenário muda.
Parece que a qualquer momento vão descobrir que
você não é tudo isso e, mesmo sendo extremamente competente, o medo de ser
descoberto/a faz com que você se silencie. E o profissional preparado acaba
cedendo espaço a uma versão acuada de si.
O ciclo invisível da frustração
O problema vai muito além da sensação de perder
uma oportunidade de se destacar. Essa sensação de impotência cria um ciclo de
procrastinação em que você adia o estudo ou a prática não por falta de tempo,
mas por ser desconfortável demais não se sentir suficiente.
A frustração de saber o que dizer, mas não
conseguir transparecer sua autoridade em outro idioma, drena a energia e faz
com que o aprendizado pareça desgastante quando é, na verdade, uma ferramenta
de libertação.
Como virar essa chave?
Vencer a síndrome do impostor não significa atingir
a perfeição gramatical, mas sim mudar a perspectiva. Aqui estão algumas dicas
práticas para o seu dia a dia:
- Aceite
seu sotaque: O
sotaque é parte da nossa história e da nossa identidade, não tem nada a
ver com seu nível de conhecimento. Concentre-se na clareza da mensagem que
você quer passar.
- Diminua
o peso da audiência: Lembre-se que, em uma reunião de negócios, as pessoas envolvidas
estão concentradas em ouvir suas ideias e contribuições para a equipe.
Ninguém está ali para avaliar seus erros e acertos gramaticais.
- Prepare
o terreno:
Antes de uma reunião, prepare o que você precisa dizer e destaque em suas
anotações o que não pode ser esquecido sob hipótese alguma. E organize seu
discurso em tópicos, ter um roteiro mental diminui a carga de ansiedade.
Um caminho mais leve
Acredito que a fluência real nasce da prática e
se potencializa quando criamos um ambiente seguro, que inspira confiança.
Por isso, no dia a dia com os meus alunos, procuro
criar situações que fazem parte da rotina deles e as vivenciamos em aula. Meu
objetivo é que, quando a reunião real acontecer, você não sinta que está sendo
testado ou testada, mas sim que está apenas repetindo um processo que já
dominamos juntos.
Que resultados você acredita que pode obter
aplicando essas três dicas práticas em suas reuniões?
Sobre a autora:
Sheila é fundadora da Conexão Spanglish e professora de idiomas com foco em contextos profissionais. Com experiência no atendimento a especialistas de diversos setores, através de seu método ajuda profissionais a desenvolverem sua autonomia e confiança ao se comunicarem em Inglês ou Espanhol.
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